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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Bends Juke

Depois de um belo tempo sem fazer nenhum post, tô de volta. No último post, falei um pouco sobre a Bends Prima que tinha adquirido no Mercado Livre. Hoje vou falar um pouco sobre a Bends Juke, que veio junto.

Sempre vejo, quando posso, vídeos sobre gaita na internet (talvez possa fazer um post falando dos meios que uso para estudar), e de vez em quando o gaitista fala sobre o quão bom é tocar em uma gaita com pente de madeira. Isso me deixou curioso para saber como era de fato a sensação ou as diferenças de tocar em uma gaita de madeira. O preço da Juke se destacou entre os preços das outras gaitas, como a Marine Band, além de ser brasileira. Ao recebê-la, senti a primeira diferença: o peso. Ela é um pouco mais pesada do que as outras gaitas, e me ofereceu uma pegada mais firme. O formato das placas de cobertura também ajuda na pegada. Estas têm uma abertura lateral (essa gaita tem bastante coisa em comum com a Marine Band, esteticamente falando) pra auxiliar na saída do ar e do som. O pente de madeira ipê proporciona um timbre e som bem encorpado, cheio e bonito, vendo o porquê de sempre elogiarem as gaitas de madeira. As placas de vozes são fixadas com 5 parafusos, o que dá uma boa vedação. Ela veio com uma case preta e uma flanela da Bends, para auxiliar na limpeza da gaita após o uso e tal.

Ela é recomendada mais para gaitistas profissionais, por conta da construção e afinação (F#, aguda), além do preço ser mais caro (R$ 91,00), mas para quem pode pagar mais, ela é uma ótima opção por um preço ainda abaixo dos R$ 100,00, comparada a outras que tem no mercado. Como disse no post passado, apesar de não ser um tom indicado para quem está começando, ela é uma gaita que pode e vai auxiliar bastante no aprendizado.

PS: além das gaitas, recebi também uma gaita-chaveiro de 4 orifícios (cara, você não sabe o quão LEGAL é esse chaveiro. Dá pra tirar até uns BENDS, acredita? Gostei demais) e uma única palheta soprada em A. Creio eu que recebi essas coisas por causa do tom da Juke, que não veio a que eu pedi.

Algumas fotos das gaitas estão abaixo. Até o próximo post!












segunda-feira, 25 de julho de 2016

Bends Prima

De volta à ativa! Bem, finalmente estou de férias da faculdade, e agora posso voltar a postar mais calmamente. Como disse no meu comunicado, não aguentei a tentação e acabei comprando gaitas novas, e o mais interessante, em outros tons. Não que eu não estivesse enjoado do tom de Dó, mas gostaria de tentar um novo tom; e também tem o fato de a minha FolkMaster ter perdido uma palheta, e a SilverStar não estar mais dando conta das minhas práticas (aliás, resolvi o problema dos cantos pontudos da FolkMaster, apenas comprei uma pequena lima e lixei as pontas, além dela ser uma ferramenta bem mais apropriada para a afinação das gaitas). Elas são da famigerada marca brasileira Bends, que infelizmente não produz mais gaitas, porém existem vários vendedores por aí que comercializam alguns exemplares. Comprei as minhas no Mercado Livre: Uma Bends Prima em D e uma Bends Juke em A, que acabei recebendo uma em F#, mas não me importei muito. Nesse post vou falar um pouco sobre a Prima.

Assim como a FolkMaster, a Bends Prima tem sete parafusos que prendem as placas de vozes no pente de ABS de cor amarela, bem bonita, diga-se de passagem (esse foi um dos motivos pelo qual eu a comprei, uma bela cor). As curvas das placas de cobertura são belas e oferecem uma boa pegada na harmônica, e lembram um pouco as curvas da Hohner Marine Band. Ela veio em uma case vermelha diferente das cases das outras gaitas, com um zíper e bem mais confortável para a gaita do que uma case de plástico.

Quanto ao som dela, não há o que reclamar. Do mesmo jeito que a FolkMaster, a vedação dela é muito boa, quase não há vazamentos, e a abertura das placas de cobertura proporcionam um som alto, bonito e encorpado; bends são alcançados de forma bem fácil, algo ótimo para quem ainda está aprendendo a alcançar e controlar essa técnica e começando a tocar o instrumento, apesar da sua afinação não ser a adequada para quem está começando.

Paguei R$ 47,00 nela, fora o custo do frete, e pelo que ela entregou foi um ótimo negócio, visto ter gaitas mais caras no mercado que não fazem o que esta harmônica faz, além de ser uma autêntica "brasileirinha" (dá orgulho ver a qualidade de um produto nacional como as gaitas da Bends. Uma pena não ter mais produção de gaitas dessa marca). Como disse antes, o tom dela não é o mais apropriado para quem está começando, porém a gaita é um instrumento curioso, porque geralmente é construída de modo que as notas de cada orifício sejam os graus pré-determinados da escalar maior do tom da gaita (ver imagem ao lado, do sistema de Richter de afinação), e com isso, músicas e frases na gaita podem ser tocadas em qualquer outra, nos mesmos orifícios, com a diferença no tom em que a música é tocada.

Abaixo há algumas fotos da gaita.



 



Por hoje é só. Até o próximo post!

sábado, 18 de junho de 2016

Suzuki FolkMaster

(In memorian)

Anteriormente fiz um pequeno review sobre a Hohner SilverStar, minha primeira gaita. Passei pouco mais de um mês com ela antes de comprar mais uma gaita, a Suzuki Folkmaster, em C. Bom, aí talvez você se pergunte "Ué, mas ele não é liso? É o que diz ali no 'O que aprendi até aqui'...". Essa é uma observação perspicaz, meu caro. Porém eu tenho um moderado controle financeiro e uma fonte de renda suspeita (ganho bolsa da universidade, sustentado pelo governo, desculpa), e tive ajuda do famigerado AliExpress, aquele site chinês mesmo. Mas não vai achando que é por isso que minhas observações aqui feitas serão diferentes do que se eu tivesse uma "original" (até porque as "originais" são feitas na China), ou que o produto é mal feito, muito pelo contrário, já comprei diversas coisas nesse site e fiquei bem satisfeito, e com essa gaita não foi diferente. Custou por volta de R$ 35,00 (compara com o preço da SilverStar) e a recebi em 21 dias, e olha que moro no Nordeste. 

Assim que abri o pacote, a peguei em mãos e dei aquela soprada no acorde de Dó, senti uma gigante diferença para o timbre da gaita da Hohner, o som era bem mais alto, claro e estridente, delicioso de ouvir, na minha opinião. A nota individuais eram bem mais evidentes do que as da SilverStar. Ao testar os bends... nossa, uma surpresa. Saíam tão fáceis e eram tão fortes que fiquei muito animado. É ótimos para treinar os bends. Isso se deve à vedação proporcionada pelos 7 parafusos que prendem as placas de vozes ao pente, e esse foi um dos motivos pelo qual eu comprei essa gaita. Os vazamentos da SilverStar me atrapalhavam tanto para tirar bends como para tirar as próprias notas dos orifícios. Porém, ao chegar na casa 1 aspirada, o bend não saía, e isso me deixou intrigado. Eu tinha que jogar a língua praticamente goela abaixo pra tirar um bend, enquanto que na outra gaita eu espirrava e saía um Db. Os bends soprados (com exceção da casa 10) saíam com facilidade também, e até consegui tirar um bend de meio tom no 10, mas só uma vez, infelizmente. Tenho que treinar mais.

Em relação à construção da FolkMaster, ela tem, como disse, 7 parafusos prendendo as placas de vozes ao pente de ABS cor vinho (que, aliás, tinha uma espécie de divisão em cada orifício, como se fosse para o ar ser direcionado para cada palheta, não sei dizer ao certo), placas de cobertura um pouco mais abertas do que as da SilverStar e a achei  menor e mais leve. Um ponto negativo evidente são suas bordas pontudas, que podem machucar a quem estiver tocando nas casas extremas da gaita. E ela agarrou bastante no meu bigode, uma coisa bem desagradável, mas isso é porque eu tenho uma barba. A case vem com um manual que tem a função extra de segurar a gaita dentro da case, porque sem esse manual a gaita dança lá dentro.

Enfim, é uma gaita bem acessível, só é necessário ter paciência, caso ela seja comprada em sites como o AliExpress (encomendas importadas desse tipo geralmente demoram meses pra chegar à casa do destinatário, tive sorte com essa gaita), e não decepciona quem tá começando, na verdade pode até empolgar mais. Também pode ser dada como presente, quem ganhar vai gostar. Abaixo tem algumas fotos que tirei da Suzuki FolkMaster.

Bem, por hoje tá bom. Até o próximo post!

7 parafusos








Divisão interna


Cantos pontudos

sábado, 11 de junho de 2016

Hohner SilverStar ✰

Como havia dito no post anterior, a minha primeira gaita, visto a falta de opções, foi uma SilverStar, da Hohner. Hoje vou falar um pouco sobre minhas impressões sobre ela.

Como ela foi (e é) minha primeira gaita, não tenho muito o que falar a respeito, não tenho com o que comparar e tudo mais. Mas, em geral, eu a achei boa. Os bends aspirados são altos, mas nos três primeiros orifícios, sente-se um pouco de vazamento (ela vem com 5 parafusos prendendo as placas de vozes ao pente), é complicado até de tirar as notas normais, e para tirar os bends no meio de uma música, por exemplo, acaba atrapalhando. Em contrapartida, após que consegui tirar o bend no 1, ele saía com uma facilidade que às vezes atrapalhava, mas isso era devido a eu geralmente ir para o 1 aspirado logo após fazer um bend no 2, aí a postura na língua influenciava. Quando aos bends soprados, eu praticamente não os consegui tirar, sempre dava microfonia, enquanto que em uma outra gaita minha conseguia tirar tranquilamente (menos no 10).

Com um custo de R$ 70,00, relativamente barato, é uma gaita que, na minha opinião, serve para quem está dando os primeiros passos, para conhecer o instrumento, para começar a tirar um som de leve, nada muito forçado, e ver as possibilidades que se tem com uma gaita.

Segue algumas imagens da SilverStar. Até o próximo post!